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Estudo liga mais de 4 horas de ecrã por dia a maior risco de depressão em crianças

Crédito da imagem: Ludovic Toinel

Um novo estudo publicado pela Nature Portfolio deixa um alerta sobre o impacto do uso excessivo de ecrãs na saúde mental das crianças e adolescentes.

De acordo com a investigação, crianças que passam quatro ou mais horas por dia em frente a ecrãs, apresentam um risco substancialmente mais elevado de desenvolver problemas de saúde mental, incluindo depressão, ansiedade e perturbações de comportamento.

A análise baseou-se em dados de mais de 50.000 crianças nos Estados Unidos, com idades entre os 6 e os 17 anos.

Entre os vários indicadores analisados, a depressão surge como o fator mais alarmante. O estudo conclui que crianças com consumo elevado de ecrãs têm uma probabilidade até 61% superior de desenvolver sintomas depressivos.

Além disso, o risco de ansiedade aumenta em 45%, problemas comportamentais em 24% e ADHD em 21%.

Para a psiquiatra Hannah Nearney, diretora médica no Reino Unido da Flow Neuroscience, estes números são particularmente preocupantes porque as opções de tratamento para crianças são limitadas.

O que mais nos preocupa é a elevada probabilidade de depressão. Embora existam tratamentos eficazes, tratar crianças desde muito cedo levanta desafios sérios, sobretudo devido aos efeitos secundários associados aos antidepressivos”, explica.

A atividade física e o sono podem ajudar

O estudo não se limita a apontar o problema, também explica o porquê.

Grande parte do impacto negativo do tempo excessivo de ecrã na saúde mental está associada a hábitos que acabam por ser sacrificados, como a atividade física e o sono.

A falta de exercício físico surge como o principal fator, explicando até 39% da ligação entre o uso de ecrãs e os problemas de saúde mental. Seguem-se os horários de sono irregulares, responsáveis por cerca de 24%, enquanto a curta duração do sono representa pouco mais de 7%.

Isto sugere que o problema não está apenas no tempo passado em frente a ecrãs, mas sobretudo no que as crianças deixam de fazer por causa dele.

O problema é que estes hábitos saudáveis estão longe de ser a norma. Apenas uma em cada cinco crianças cumpre as recomendações mínimas de atividade física diária (mais de 60 minutos), e só uma em cada quatro mantém horários de deitar consistentes durante a semana.

Outro dado inquietante é a normalização deste comportamento. O estudo indica que uma em cada três crianças já passa demasiado tempo em frente a ecrãs, o que sugere que o problema já se tornou comum.

Autor

Jorge Loureiro
Fundador da GeekinOut

O Jorge acompanha ferverosamente a indústria dos videojogos há mais de 14 anos. Odeia que lhe perguntem qual é o seu jogo favorito, porque tem vários e não consegue escolher. Quando não está a jogar ou a escrever sobre videojogos, está provavelmente no ginásio a treinar o seu corpo para ficar mais forte do que o Son Goku.