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MLB The Show 26 (análise) | Um excelente simulador que evolui demasiado pouco

MLB The Shoe 26 análise
Imagem capturada por Geekinout.pt

A ação do mundo de baseball está de volta com mais uma edição de MLB The Show, após um ano em que bateu recordes de vendas e se manteve quase sempre no top 10 de vendas mensais, terminando 2025 no sétimo lugar da PlayStation 5. Este desporto continua a atrair a atenção de milhões de adeptos à volta do mundo e o desejo para ter nas suas mãos o melhor simulador do género está à vista de todos.

Com a edição de 2026, os membros do San Diego Studio pretendem trazer aos jogadores mais um ano repleto de ação nos campos, com melhorias no seu modo campanha Road To The Show, ajustes na jogabilidade e planteis atualizados com as mais recentes movimentações…, mas será que o sucesso do ano passado se mantem?


  • Versão testada: PS5

  • Outras versões: Xbox Series, Nintendo Switch 2

  • Género: Desporto

  • Preço: 69,99


O regresso da ação, com poucas novidades

A edição deste ano de MLB The Show optou por jogar pelo seguro e manter em grande escala o que resultou na edição do ano passado, o que não é necessariamente uma coisa negativa. O estilo de simulação de baseball é robusto, extremamente imersivo e acolhedor para vários estilos de jogador, desde o mais técnico que prefere um desafio mais exigente e real, até ao mais casual que quer algo mais fácil de acompanhar e executar, todos encontrarão algo que lhe encha as medidas.

Campo de basebol em MLB the show 26
Imagem capturada por geekinout.pt

A grande novidade incluída este ano para as partidas em si é a inclusão de Bear Down Pitching, que recompensa arremessos bem executados com a oportunidade de lançar uma bola com foco extra e muito maior probabilidade de passar pelo batter da equipa adversária, algo fulcral caso estejas quase a dar strike-out e queiras melhorar as tuas chances de que o lançamento chega a bom porto. De resto, as mecânicas mantiveram-se bastante similares ao incluído em anos passados, algo que deixará veteranos da série que gostem do sentido de familiaridade felizes.

O mais recente modo adicionado, Diamond Dynasty, também recebeu um novo tipo de raridade para as suas cartas, demarcando assim o seu novo teto de raridade a qualidade das mesmas, algo que agradará aos ávidos colecionadores que procurem um desafio extra e um objetivo adicional para alcançar. Também o modo Storylines recebeu mais uma temporada da sua série The Negro Leagues, que vai agora na sua quarta tirada, numa nova viagem pela história do desporto, que não só serve como mais um momento de aprendizagem para apaixonados pelo baseball, como permite ao jogador recriar momentos icónicos ao longo da vida de nomes de peso, encenando de forma perfeita jogadas-chave.

Além disso, o modo Franchise recebeu o Trade Hub, que centraliza tudo o que queres fazer em termos de mercado de jogadores, desde rumores sobre movimentações, valores de mercado e tudo o resto que possas querer, de forma seguir as tendências e planear o teu próximo passo de forma bem mais estruturada em relação ao ano passado, resultando na inclusão mais significativa incluída nesta edição, não só para o modo, como para o título em si.

Por fim, o modo Road to The Show recebeu melhorias às fases iniciais da tua carreira, permitindo acompanhar de forma mais prolongada o teu percurso pelas universidades até chegares às Major Leagues… ainda assim, o modo em si continua a carecer de várias melhorias e mantém-se como uma experiência focada mais nas partidas em si. Enquanto isso, tudo o que acontece fora delas permanece um tanto desinspirado, como a ausência de diálogo fora das cinemáticas gravadas com figuras reais, não havendo grande progressão comparado ao ano passado

Tudo isto resulta numa edição que é, na sua essência, um ligeiro upgrade, mas mantém-se largamente semelhante ao que pude experienciar o ano passado. Não deixando de incluir algumas novidades, sente-se que é um título que optou por manter o que resultou antes e não quis arriscar grandes inovações, o que te pode levar a uma questão:

Vale a pena o investimento?

MLB The SHow 26 publicoImagem capturada por geekinout.pt

Para quem tenha jogado MLB The Show 25, o que vai encontrar aqui é muito do mesmo do que lá estava disponível, além das pequenas inclusões mencionadas acima, portanto não considero que valha a pena a compra. Neste aspeto sou um jogador um pouco mais pragmático no que toca a títulos com edições anuais que se deixam dormir à sombra do seu sucesso e, mesmo sem grandes motivos que justifiquem o upgrade, o lançamento é feito de forma a “forçar” os fãs a adquirir um novo título, caso não queiram ficar segmentados em relação a modos online e outras adições novas, por mais pequenas que elas sejam.

Se não tiveres comprado o título do ano passado, encontrarás aqui uma versão com algumas melhorias e inclusões interessantes que merecem a tua atenção, mas apenas se tiveres evitado adquirir pelo menos as duas últimas iterações. A ação deste desporto continua de alto nível e merece sem dúvida a atenção dos fãs e curiosos, apenas comece a carecer de algo mais substancial para evitar armadilhas nas quais outras séries de desporto já tropeçaram, começando pelos visuais que começam a perder o seu lustro.

Uma apresentação idêntica ao passado

The Show 26 manteve-se fiel em termos visuais ao que trouxe o ano passado… aliás, é exatamente igual, tirando alguns patrocinadores que tenham sido alterados e mudanças ligeiras nos diversos campos, porque de resto, é uma cópia exata, pelo menos daquilo que observei. Enquanto as arenas continuam a ser o foco e o nível de detalhe continua excelente, os modelos de personagens começam a mostrar a sua idade e a demonstrar a tal necessidade de uma atualização nos próximos tempos, algo principalmente visível no modo RTTS que por vezes gera jogadores peculiares e pouco credíveis.

Fora disso, a trilha sonora que inclui músicas licenciadas de artistas como Bad Bunny e Teddy Swims continua a ser de bom patamar e todo o restante design sonoro mantém a sua qualidade, apesar da natureza repetitiva dos cânticos vindos da bancada e por parte dos desportistas, que ao fim de alguns jogos se tornavam cansativos.

Em termos de performance e estabilidade, a edição deste ano, mais uma vez, mantém o nível de 2025, com uma meta de 60 FPS em gameplay que não tem problemas em alcançar. Ainda assim, a transição constante entre esta taxa de quadros e o corte para metade em transições durante as partidas nas quais os jogadores fazem pequenas ações seja uma escolha um pouco estranha. É também possível observar várias instâncias em que modelos de adeptos dão clip contra a geometria dos mapas, algo facilmente replicável quando é dada a possibilidade de aceder à Fan Cam durante os jogos.

Oferece alguns momentos divertidos e ideias interessantes, mas não consegue destacar-se verdadeiramente. A experiência é competente, sem nunca ser memorável.

Veredicto

MLB The Show 26 traz consigo baseball de excelente nível, acessível a vários tipos de fãs do desporto, num simulador que continua a manter os elevados padrões de qualidade. Contudo, esta edição não introduz nada que me leve a recomendar o título a quem o tenha adquirido o ano passado, além de pequenas inclusões e modificações que, por boas que sejam, não amontoam a nada de significante que não estivesse presente na de 2025. Enquanto isso, os jogadores que não tenham adquirido os últimos lançamentos encontrarão aqui o resultado de várias atualizações que, ao longo dos anos, tornaram esta a mais sólida oferta dentro do género.

Foto de Pedro Gomes - Autor na Geekinout
Autor

Pedro Gomes

Um verdadeiro amante de videojogos desde muito cedo e sendo o seu hobby preferido sempre, o Pedro tenta agora, como um adulto irresponsável, arranjar tempo para uma jogatana quando os seus dois demónios peludos favoritos o permitem.