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Nvidia promete revolução no PC Gaming e IA com o novo chip RTX Spark

Nvidia Spark Superchip
Crédito da imagem: Nvidia

A Nvidia revelou hoje na Computex 2026 a sua nova arquitetura unificada concebida para redefinir o futuro dos computadores portáteis, prometendo desempenho massivo em Inteligência Artificial e autonomia para todo o dia.

Chama-se RTX Spark Superchip e é descrito como a combinação perfeita de "Cérebro e Músculo". Este novo processador unificado promete ditar as regras da próxima geração de portáteis e computadores ultracompactos.

Em termos de especificações, eis os dados oficiais da Nvidia:

  • GPU Blackwell RTX com até 6.144 Cores: Garantindo o poder gráfico de topo para renderizaição e processamento visual avançado.

  • CPU Ultra-Eficiente de até 20 Cores: Uma arquitetura focada em lidar com tarefas pesadas sem disparar o consumo energético.

  • Até 1 Petaflop de Desempenho de IA (FP4): Um marco histórico para a execução de assistentes e agentes virtuais em computação local.

  • Até 128 GB de Memória Unificada: Eliminando os habituais estrangulamentos de transferência de dados entre a memória do sistema e a placa gráfica.

A Nvidia sublinha que este é "o chip RTX com maior eficiência energética alguma vez construído", e uma das promessas é precisamente que os computadores portáteis equipados com ele vão ser capazes de entregar autonomia para um dia inteiro de trabalho.

O que isto significa para os jogos?

Nvidia Spark Gaming
Imagem via Nvidia

Para quem joga, o RTX Spark pode resolver a velha dor de cabeça dos portáteis gaming: o equilíbrio entre peso, bateria e desempenho. Tipicamente, a grande maioria dos portáteis para gaming não oferecem grande autonomia da bateria e não são ultra-finos, porque necessitam de saídas de ar para arrefecer.

  • Largura de banda e memória partilhada: O chip oferece configurações até 128 GB de memória unificada. Ao contrário dos PCs tradicionais, onde a memória RAM do sistema e a VRAM da gráfica estão separadas e trocam dados de forma mais lenta, aqui ambos os componentes acedem ao mesmo bloco. Isto deve eliminar por completo o stuttering (pequenos soluços) gerado pelo carregamento de texturas pesadas em jogos de mundo aberto.

  • Dependência do DLSS em resoluções altas: Embora os 6.144 cores da arquitetura Blackwell garantam capacidade para lidar com Ray Tracing, o facto de ser um chip embutido num chassis fino sugere que o hardware vai depender fortemente do DLSS (reconstrução de imagem por IA) para manter os fotogramas por segundo (FPS) estáveis sem "fritar" o computador.

  • Foco na redução de latência: A inclusão nativa do NVIDIA Reflex visa baixar o input lag (o tempo entre o clique e a ação no jogo). É um ponto essencial para quem joga competitivos online e não quer ficar em desvantagem por estar num portátil.

Apesar de a NVIDIA anunciar uma "autonomia para todo o dia", qualquer jogador sabe que correr um jogo exigente puxa o hardware ao limite. Resta saber até que ponto estes computadores finos vão conseguir manter o desempenho prometido sob carga prolongada sem sofrerem de thermal throttling (perda de performance devido ao calor) e se a bateria realmente dura quando o carregador fica em casa.

Que computadores e marcas vão ter este chip?

A revelação foi acompanhada pelo anúncio imediato de parcerias com as principais marcas de hardware do mercado.

  • ASUS ProArt P16

  • Dell XPS 16

  • HP OmniBook X 14

  • Lenovo Yoga Pro 9n

  • Microsoft Surface Laptop Ultra

  • MSI Prestige N16 Flip AI+

Além dos computadores portáteis, a tecnologia vai dar vida a uma nova gama de RTX Spark Desktop PCs — computadores de secretária com formato ultracompacto fabricados pela Acer, ASUS, Dell, Gigabyte, HP, Lenovo e MSI, desenhados para entregar a potência gráfica total da linha RTX num tamanho que cabe em qualquer secretária.

Ainda não foram reveladas datas específicas de lançamento em Portugal ou preços oficiais para os diferentes modelos, mas espera-se que as primeiras unidades comecem a chegar às lojas nos próximos meses.

Autor

Jorge Loureiro
Fundador da GeekinOut

O Jorge acompanha ferverosamente a indústria dos videojogos há mais de 14 anos. Odeia que lhe perguntem qual é o seu jogo favorito, porque tem vários e não consegue escolher. Quando não está a jogar ou a escrever sobre videojogos, está provavelmente no ginásio a treinar o seu corpo para ficar mais forte do que o Son Goku.