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Death Stranding 2 no PC surpreende pela otimização e qualidade gráfica (análise)

 Death Stranding 2 PC review
Crédito da imagem: PlayStation / Kojima Productions

Já tive oportunidade de experimentar Death Stranding 2 na sua versão PC e a primeira impressão é bastante positiva. Depois de ter analisado o jogo quando saiu na PS5 no ano passado, voltei agora ao mundo criado por Hideo Kojima para perceber como está o desempenho no computador.

Como seria de esperar, a versão PC é a melhor em termos técnicos e gráficos, desde que tenhas hardware capaz de acompanhar. No meu caso, joguei com:

  • Gráfica: RTX 4070 Super

  • CPU: Ryzen 7 7800X3D

  • Memória: 32GB de RAM DDR5 (6000MT/s)

Quanto às definições que escolhi para jogar, foram as seguintes:

  • Resolução Quad HD (2560×1440)

  • Framerate: 60 FPS

  • Definições altas + Ray Tracing (muito alto)

  • DLSS ativo

Mesmo a gravar gameplay ao mesmo tempo, o desempenho revelou-se muito estável, com framerate consistente e sem soluços perceptíveis. A otimização parece sólida nesta fase inicial, com base nas duas horas que joguei.

Visualmente, a versão PC de Death Stranding 2 destaca-se pela atenção ao detalhe. As paisagens naturais, os efeitos meteorológicos e a física do mundo são elementos que reforçam a imersão e mostram o cuidado da Kojima Productions na construção deste universo.

Dito isto, a versão para a PS5, que também já vinha otimizada para a PS5 Pro, já era impressionante de um ponto de vista gráfico e técnico. E atualmente, os gráficos estão tão avançados que é cada vez mais difícil apontar diferenças entre as consolas e PC.


  • Versão testada: PC

  • Preço: 79,99€

  • Produtora: Nixxes, Kojima Productions

  • Género: Ação / Aventura / Simulação


Mais opções técnicas e flexibilidade no PC

Esta versão traz também várias funcionalidades pensadas para tirar partido do potencial do PC. Entre elas estão o suporte para tecnologias como NVIDIA DLSS, AMD FSR e Intel XeSS, que ajudam a melhorar o desempenho e uma boa qualidade de imagem.

Há ainda framerate desbloqueado, opções gráficas mais detalhadas, suporte para formatos ultrawide (21:9) e super-ultrawide (32:9), além de compatibilidade total com rato e teclado personalizáveis. Quem preferir jogar com comando pode contar com integração completa do DualSense, incluindo feedback háptico e gatilhos adaptativos.

Para setups mais poderosos, existe a possibilidade de ativar Ray Tracing em reflexos e oclusão ambiente, elevando ainda mais o realismo visual. Ainda assim, estas opções são totalmente opcionais e não são necessárias para desfrutar da experiência base.

Um novo desafio para jogadores mais exigentes

A versão PC introduz também o modo de dificuldade “To the Wilder”, pensado para quem procura uma experiência ainda mais desafiante. Convém sublinhar que este conteúdo também vai ser adicionado, gratuitamente, à versão PS5 por atualização.

Aqui, as entregas decorrem em ambientes extremamente hostis, com inimigos mais perigosos e condições que obrigam o jogador a explorar ao máximo as mecânicas do jogo. É um modo que exige planeamento e persistência, oferecendo em troca uma forte sensação de conquista, algo que encaixa bem na identidade da série e na ideia de superação constante.

Continua a ser um jogo muito próprio

Em termos de estrutura, Death Stranding 2 mantém a essência do original: planear rotas, transportar carga e ultrapassar obstáculos naturais ou humanos ou sobrenaturais, como as BTs (Beached Things)

A sequela introduz novidades interessantes, como novas ferramentas e veículos, com destaque para a peculiar prancha em forma de caixão que me facilitou bastante algumas entregas mais complexas. Ainda assim, continuo a sentir que faltaram mudanças mais profundas para diferenciar totalmente esta nova entrada.

É também um jogo que continua a dividir opiniões.

O ritmo mais contemplativo e o foco na logística podem afastar alguns jogadores, sobretudo nas primeiras horas. Pessoalmente, continuo a achar genial a forma como Kojima transformou um conceito aparentemente simples numa experiência única dentro da indústria e com uma história tão interessante.

Vale a pena jogar Death Stranding 2 no PC?

Pelo que joguei até agora, a resposta é claramente sim.

A versão PC está bem otimizada, oferece maior flexibilidade gráfica e pode proporcionar a melhor experiência possível para quem tem uma máquina capaz. Ainda assim, a versão PS5 continua a ser uma excelente alternativa para quem prefere jogar em consola.

Tal como referi na análise original, Death Stranding 2 é um jogo muito bom. Esta nova versão reforça ainda mais o seu valor.

Autor

Jorge Loureiro
Fundador da GeekinOut

O Jorge acompanha ferverosamente a indústria dos videojogos há mais de 14 anos. Odeia que lhe perguntem qual é o seu jogo favorito, porque tem vários e não consegue escolher. Quando não está a jogar ou a escrever sobre videojogos, está provavelmente no ginásio a treinar o seu corpo para ficar mais forte do que o Son Goku.