Metro 2039 chega no Inverno e o trailer promete os melhores gráficos desta geração
- por Jorge Loureiro
- 16 de abril, 2026
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A 4A Games apresentou hoje Metro 2039, o próxim jogo da saga pós-apocalítpica baseada nos livros de Dmitry Glukhovsky.
Depois do jogo anterior, Metro Exodus, este novo capítulo vai levar novamente os jogadores para o metro de Moscovo, na pele de uma nova personagem que apenas conhecemos como "The Stranger".
Há diferenças fundamentais comparativamente ao jogo anterior, nomeadamente o regresso a ambientes claustrofóbicos e mais escuros, com foco no terror que caracterizou os primeiros jogos da série.
O estúdio também confessou que a invasão da Rússia à Ucrânica em 2022 afetou o desenvolvimento do jogo, não apenas em logística, mas na forma como a narrativa vai mostrar as consequências da guerra.
Em baixo podes assistir à apresentação completa e também a um resumo do que foi dito.
Metro 2039 tem janela de lançamento agendada para o inverno, com versões confirmadas para PC, PS5 e Xbox Series. O pequeno trecho gameplay mostrado no final da apresentação mostra uma qualidade gráfica surreal.
O que aprendemos na apresentação de Metro 2039
Regresso às origens: O jogo abandona os espaços abertos de Exodus para focar-se no "coração sombrio" do Metro de Moscovo, com uma atmosfera mais negra, claustrofóbica e focada no terror.
Narrativa e protagonista: O jogador assume o papel de "The Stranger" (O Estranho), um protagonista atormentado por pesadelos, que é forçado a regressar aos túneis que jurou nunca mais pisar.
Novo vilão: As fações do Metro estão agora unidas sob a bandeira do "Novoreich", liderado pelo lendário Spartan Hunter (personagem conhecida do primeiro livro/jogo), que agora atua como um "Führer" autoritário.
Temas da narrativa: A história explora as consequências da tirania, o custo do silêncio e o preço da liberdade, focando-se na propaganda, desinformação e medo.
Influência da guerra na Ucrânica: O desenvolvimento foi profundamente afetado pela invasão russa da Ucrânia em 2022. A equipa da 4A Games (maioritariamente ucraniana) adaptou o argumento para refletir uma perspetiva única sobre as escolhas, as consequências e o custo de ter um futuro sob a guerra.
Parceria com Dmitry Glukhovsky: O autor original da saga continua a colaborar na história, apesar de estar atualmente no exílio por ser um crítico assumido do regime russo.
Tecnologia de ponta: O jogo utiliza uma versão evoluída do 4A Engine, com um sistema de Ray Tracing reconstruído do zero para melhor desempenho e visualmente "assustador".
"Frozen Stories" (Histórias Congeladas): A equipa reforçou o detalhe ambiental através de narrativas visuais — momentos congelados no tempo que contam o que aconteceu num local sem necessidade de diálogos (ex: um jogo de cartas inacabado ou um cadáver com uma arma descarregada).
Campanha Single-Player: Confirmado como uma experiência puramente focada na história para um jogador, sem elementos de "parque de diversões" ou romantização do pós-apocalipse.
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Jorge Loureiro
O Jorge acompanha ferverosamente a indústria dos videojogos há mais de 14 anos. Odeia que lhe perguntem qual é o seu jogo favorito, porque tem vários e não consegue escolher. Quando não está a jogar ou a escrever sobre videojogos, está provavelmente no ginásio a treinar o seu corpo para ficar mais forte do que o Son Goku.
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