ASUS ROG Zephyrus G16 (2025) – Análise | O melhor portátil que já testei
- por Jorge Loureiro
- 12 de fevereiro, 2026
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Há portáteis gaming potentes. Há portáteis finos e elegantes. E depois há o ROG Zephyrus G16 (2025), que tenta ser os dois ao mesmo tempo... e consegue. Durante anos, quem queria um portátil gamer tinha de aceitar compromissos: peso elevado, design agressivo ou autonomia fraca. O ROG Zephyrus G16 (2025) mostra que essa fase chegou ao fim e que já não precisas de escolher entre uma coisa ou outra.
Design: minimalista, premium e surpreendentemente fino
O ROG Zephyrus G16 mede apenas 1,49 cm de espessura e pesa cerca de 1,85 kg. Para um portátil com uma RTX 5090 lá dentro, 64 GB de RAM DDR5 e um SSD de 2TB, isto é impressionante. Atenção: estas são as especificações da unidade testada – existem versões com configurações inferiores.
A construção em liga de alumínio maquinada em CNC transmite imediatamente uma sensação premium. O acabamento mate, as linhas limpas e o design elegante fazem lembrar um MacBook, mas com ADN gamer discretamente escondido por baixo.
É um portátil que tanto fica bem numa LAN party como numa reunião de trabalho. Para quem não dispensa RGB, existe uma linha diagonal na tampa que pode ser personalizada com vários efeitos luminosos através da aplicação Armoury Crate da ASUS, que vem instalada de origem.
O touchpad também merece destaque: grande, preciso e confortável. Mais uma vez, lembra a experiência de utilização de um MacBook; e isso é um elogio. Durante o tempo em que trabalhei neste portátil, não senti qualquer necessidade de ligar um rato externo.
Performance: RTX 5090 num chassis ultrafino
Crédito da imagem: Nvidia
A unidade testada vinha equipada com:
Intel Core Ultra 9 285H
NVIDIA GeForce RTX 5090 (mobile)
64 GB RAM DDR5
Este portátil é pouco mais espesso do que a caixa de um jogo da PS5, por isso é difícil acreditar no hardware potente que esconde debaixo do capô.
Correu absolutamente tudo o que testei sem esforço. Jogos AAA modernos, ray tracing ativado, definições no máximo ou perto disso, sempre com excelente fluidez. Sendo uma gráfica NVIDIA de última geração, há suporte para todas as tecnologias atuais de otimização de desempenho, incluindo DLSS 4 com geração de múltiplos fotogramas e NVIDIA Reflex 2.
Importa sublinhar que a RTX 5090 (mobile) não tem a mesma potência da versão desktop, algo que acontece sempre nas placas gráficas neste formato. Na prática, aproxima-se mais de uma RTX 5080 desktop (não é equivalente, ficando ligeiramente abaixo em desempenho), mas continua a ser impressionante ter este nível de poder disponível num portátil tão fino e fácil de transportar.
A aplicação Armoury Crate permite escolher vários modos de desempenho. A não ser que optes pelo modo Turbo – que só pode ser ativado quando ligado à corrente – a verdade é que praticamente não se ouvem as ventoinhas a trabalhar. E isso, tendo em conta o nível de potência disponível, é impressionante.
Para criadores de conteúdo, a série RTX 50 traz ainda suporte melhorado para vídeo 4:2:2, algo particularmente relevante para quem faz edição mais exigente, especialmente em 4K. Este portátil não é apenas uma máquina de gaming. É, na prática, uma workstation disfarçada de portátil gamer.

Comparação baseada em especificações técnicas oficiais. O desempenho real pode variar consoante TGP, arrefecimento e carga de trabalho.
Ecrã OLED 2.5K 240Hz: simplesmente fantástico
O painel Nebula OLED de 16” é um dos grandes destaques deste portátil:
Resolução 2.5K (2560x1440)
240Hz
0,2ms de tempo de resposta
100% DCI-P3
ΔE < 1
VESA DisplayHDR True Black 500
As cores são vibrantes, o contraste é incrível (1.000.000:1) e os pretos são realmente pretos, o que torna este portátil ideal não apenas para jogos com HDR, mas também para entretenimento, como filmes e séries.
Para edição de imagem e vídeo, é um prazer trabalhar neste painel. Para gaming competitivo, os 240Hz com G-SYNC fazem toda a diferença nos jogos que têm suporte para esta taxa de atualização, como CS2, Overwatch, Valorant, Fortnite, League of Legends e Rocket League.
É um dos melhores ecrãs que já usei num portátil.
@geekinout.pt ROG Zephyrus G16 (2025) vs MacBook Pro 🤯💻 Sim, existe uma alternativa Windows ao MacBook Pro. O ROG Zephyrus G16 2025 combina qualidade de construção premium, portabilidade, potência extrema e algo que o Mac não oferece: gaming a sério. Tudo isto sem abdicar de autonomia, ecrã incrível e colunas impressionantes. Além disso, aqui não precisas de dongles👇 ✔️ USB-A (x2) ✔️ USB-C (x2) ✔️ HDMI ✔️ Leitor de cartões ✔️ Entrada 3.5mm para headset/microfone Se procuras um portátil premium, para produtividade, criação de conteúdo e jogos, este pode muito bem ser o melhor portátil Windows de 2025. 👇 Diz-me nos comentários: escolhias este ou o MacBook Pro? #portatilgamer #zephyrusg16 #MacBookPro #tecnologia #gaminglaptop ♬ 90s Lo-fi Hip Hop(1612417) - WICSTONE
Arrefecimento e ruído: surpreendentemente silencioso
O sistema de ROG Intelligent Cooling combina:
Câmara de vapor
Tecnologia Tri-Fan
Metal líquido
Arc Flow Fans™ de 2ª geração
Em utilização normal e mesmo em gaming exigente, o portátil mantém-se relativamente silencioso. Só quando ativamos o modo Turbo é que o ruído aumenta de forma mais evidente, o que é perfeitamente expectável numa máquina com este nível de potência.
O mais importante: não há thermal throttling perceptível. A performance mantém-se. Em termos de temperatura, o portátil mantém-se entre 90°C a 95°C de acordo com a Armory Crate. Dito isto, o portátil foi testado no inverno. No verão é possível que aqueça mais.
Bateria: melhor do que esperava
Na versão com Intel Core Ultra 9, consegui cerca de 6 horas de autonomia em utilização mista: a ver séries, navegar na internet e trabalhar em texto. Mantive o brilho do ecrã a meio durante praticamente todo o tempo.
Há relatos de outras análises que indicam que a versão com Ryzen AI 9 pode aproximar-se das 12 horas, algo potencialmente interessante para quem privilegia mobilidade acima de tudo.
Para um portátil com este nível de potência, 6 horas reais são perfeitamente aceitáveis. Ainda assim, fica distante dos valores típicos de um MacBook recente, que pode variar entre 10 a 17 horas numa única carga.
Dito isto, convém lembrar que um MacBook não integra uma placa gráfica dedicada com o nível de desempenho de uma RTX 5090. São categorias diferentes, com objetivos diferentes. Isto serve apenas de base de comparação.
Além disso, o Zephyrus G16 inclui uma bateria de 90Wh com suporte para carregamento rápido, capaz de ir dos 0 aos 50% em cerca de 30 minutos. Na prática, isto significa que uma pausa curta ligada à corrente é suficiente para recuperar energia para várias horas de utilização.
Crédito da imagem: Geekinout.pt
Áudio e conectividade
Os altifalantes surpreendem, com graves mais presentes do que seria de esperar num chassis tão fino. A qualidade de som é genuinamente boa, ao ponto de não sentires necessidade de ligar auscultadores para ter uma experiência mais envolvente.
Normalmente, o áudio em portáteis oscila entre o aceitável e o francamente fraco. Felizmente, não é esse o caso aqui.
Em termos de conectividade, há suporte moderno com USB-C compatível com DisplayPort 2.1 e Power Delivery 3.0, garantindo flexibilidade tanto para gaming como para setups profissionais mais exigentes.
O preço: 3.999€... dói, mas percebe-se
A versão testada custa 3.999€, embora seja possível encontrar uma configuração com specs inferiores (RTX 5070 e 32 GB de RAM) por 2999€. É muito dinheiro. Sem dúvida. Mas também estamos a falar de:
RTX 5090
Construção premium em alumínio
Ecrã OLED 240Hz de topo
Design ultrafino
Performance de desktop num formato portátil
Não é um portátil para todos. Também não foi concebido para ser acessível. Para quem procura algo mais equilibrado em preço, a gama ASUS TUF continua a ser uma excelente alternativa, oferecendo especificações sólidas e boa qualidade de construção, ainda que sem o acabamento premium em alumínio.
O Zephyrus G16 é outra coisa. É para quem quer o melhor que a tecnologia portátil pode oferecer neste momento e está disposto a pagar por isso.
Veredicto
O ROG Zephyrus G16 (2025) consegue algo raro: ser um portátil gamer extremo sem parecer um portátil gamer.
É fino.
É leve.
É poderoso.
É silencioso (na maioria do tempo).
Tem um dos melhores ecrãs do mercado.
E serve tanto para jogar como para criar.
Sinceramente, não tenho falhas reais a apontar.
Se queres uma máquina que substitua desktop e portátil de trabalho ao mesmo tempo, esta é uma das melhores opções que existem neste momento.
Onde comprar:
Podes encontrar o ROG Zephyrus G16 (2025) nas principais lojas de tecnologia:
Tags:
Jorge Loureiro
O Jorge acompanha ferverosamente a indústria dos videojogos há mais de 14 anos. Odeia que lhe perguntem qual é o seu jogo favorito, porque tem vários e não consegue escolher. Quando não está a jogar ou a escrever sobre videojogos, está provavelmente no ginásio a treinar o seu corpo para ficar mais forte do que o Son Goku.
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