Mais de 31 mil portugueses apoiam campanha que quer travar o “apagão” de videojogos na Europa
- por Jorge Loureiro
- 26 de janeiro, 2026
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A iniciativa Stop Killing Games atingiu um marco histórico na defesa da preservação de videojogos na Europa.
Moritz Katzner confirmou através da sua conta no X que foram reunidas 1.294.188 assinaturas verificadas no âmbito de uma Iniciativa de Cidadania Europeia, ultrapassando com folga o mínimo de um milhão exigido para obrigar a Comissão Europeia a analisar formalmente a proposta.
Em Portugal, 31.585 cidadãos assinaram a petição (informação revelada através de um gráfico na publicação), contribuindo para que o tema da preservação de videojogos chegue agora à agenda institucional europeia.
A entrega oficial das assinaturas está prevista para Bruxelas até ao final de fevereiro.
O que é o Stop Killing Games?
A Stop Killing Games surgiu como resposta à prática crescente de editoras que desligam permanentemente videojogos ao encerrarem servidores ou infraestruturas essenciais, mesmo quando esses títulos foram vendidos como produtos completos.
O movimento defende que os consumidores devem manter acesso aos jogos que adquiriram, seja através de modos offline, servidores alternativos ou soluções legais que permitam a sua preservação após o fim do suporte oficial.
Importa sublinhar que a iniciativa não pretende obrigar as empresas a manter servidores ativos indefinidamente, mas sim a garantir um plano de fim de vida que permita aos jogos continuarem a funcionar sem dependência direta das editoras.
O movimento foi lançado em 2024 por Ross Scott, criador da série Freeman’s Mind, na sequência da decisão da Ubisoft de encerrar The Crew sem qualquer alternativa de acesso para os jogadores. A campanha rapidamente ganhou visibilidade, com o apoio de vários criadores de conteúdo e meios de comunicação.
(via OtakuPT)
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Jorge Loureiro
O Jorge acompanha ferverosamente a indústria dos videojogos há mais de 14 anos. Odeia que lhe perguntem qual é o seu jogo favorito, porque tem vários e não consegue escolher. Quando não está a jogar ou a escrever sobre videojogos, está provavelmente no ginásio a treinar o seu corpo para ficar mais forte do que o Son Goku.
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